segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ars Gratia Artis


Arte. Ser ou não ser... Sinceramente falando, não acho de bom alvitre tecer comentários a respeito do que chamamos de Arte. Não o acho, pois impera a subjetividade em qualquer tipo de concatenação. A neutralidade almejada nunca se apresenta e, por isso, não acho possível uma crítica “artística” (de qualquer prisma conceitual) sem que a mesma incorra em alguma ideologia tendenciosa ou algo do tipo. Portanto, meus caros, tudo é Arte. Vejamos na música: escutemos Jesus, Alegria dos Homens, de Bach e qualquer coisa da nossa querida Banda Calypso (desculpe por não citar nome de algo da banda). Estilos de obras totalmente diferentes, não? Bem, podem até ser, mas são duas obras de Arte no sentido “seco”, pois são junções de notas musicais que, arranjadas e elencadas à sua maneira, resultam em musicalidade, logo, se são músicas e música é arte, então as duas são arte. Qualquer outro tipo de análise incorre no erro subjetivista. Sei que podem até chamar-me de louco ou falaram que não entendo nada de Arte, e talvez tenham razão, porém, fiz esses comentários por ter certeza de que as discussões sobre determinados assuntos, como o tratado neste escrito, levam-nos ao limbo, ou seja, terminamos por ficar sem algo concreto como conclusão. Os “eruditos” em Arte torcem o nariz para qualquer coisa que fuja aos meandros dos manuais artísticos (como o usado por Lula Molusco no episódio Artista Desconhecido do Bob Esponja em que o mesmo se faz de professor de arte utilizando um maçante manual) e fogem do que as massas adoram, mesmo que seja algo efêmero (já existe a Arte Efêmera, não é?). Por outro lado, a massa acha muita “frescura” ficar analisando obras de arte. Agora, o cômico nisso tudo é que as duas partes têm sua parcela de razão, pois o que o “povão” adora hoje vai ser facilmente esquecido e as análises artísticas não passam de aberrações provenientes de cabeças estranhas e excêntricas que não sabem dançar calypso (confesso que não sei dançar também, pelo menos sóbrio). É bom ressaltar que existem “artistas” que navegam entre os dois mundos. Vejamos a banda Queen, só para citar um exemplo que conheço. Eles foram capazes de produzir algo bem complexo no âmbito musical como a The Prophet’s Song, que nos mostra um coro em sincronia majestosa e variações de ritmo transloucadas durante a música, e, por outro lado, criaram obras como Lazing On The Sunday Afternoon ou Bycicle Race, pérolas sem sentido ou até de escracho, e o fizeram sem nenhum pudor ou preocupação com comentários de críticos ou algo do gênero, tanto que o próprio vocalista do grupo não entendia o que os críticos expunham, pois em um momento diziam que eram cópia do Beach Boys e em outro momento diziam que eram cópia do Led Zeppelin. Vai entender... Sintetizando, minha intenção foi mostrar que a criatividade humana não deve se pautar por manuais ou opiniões. O que deve existir é a catarse de produzir, externalizar o que quisermos, seja a dança do calypso ou a dança interpretativa do Lula Molusco.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Meu Planeta.


Teoria, práxis. Acerca de tudo nada sabemos. O que faz a Terra girar? Será que é a seqüência de batidas de coração dos seres humanos? Se sim, nosso planeta parará brevemente por motivos óbvios. Mantenha o seu coração batendo. Ame!

O coração apaixonado faz aumentar o paralaxe anual das estrelas. A velocidade com que o amor nos invade é vertiginosa. Capaz de não só girar nossa rocha que chamamos de Terra, mas sim capaz de fazer todo o cosmo entrar em colapso em uma dança que dá inveja a Shiva, que estremece o Monte Olimpo, que fecha o Mar Vermelho, mareja meus olhos, faz-nos entender o Taj-Mahal, faz uma simples troca de olhares ferver o sangue.

Intenso!Que seja intenso!Agora! Pense, reflita. O mundo deve girar. O motor imóvel Aristotélico deve continuar a prosperar em sua empreitada. Por tanto, meu amor, faça-me girar perdido entre suas veias!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Empty Mind...


Quem nunca sentiu que algo está desabando, ruindo e tornando-se cada vez mais distante, mesmo parecendo tão próximo? Quem? Sensação de perda progressiva, hoje tão bom, amanhã, distante...Fico somente a pensar, pois é só o que realmente posso fazer. Sendo sincero, não consigo nem pensar. Não consigo sequer organizar idéias, mas é assim mesmo... A vida tem disso, temos que aceitar calado e somente esperar, só não sei o que esperar. Desisto de fazer planos! Vou andar distraído, como diz o “Titãs”. Caminharei sem rumo, talvez assim, talvez assim, talvez assim... Desculpe, mas não consigo mais continuar a escrever...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Lovely...


Tempo para pensar, tempo para o tempo. Não há resposta para todas as coisas. Sinto-me numa não usual caminhada. Sinto-me caminhando às 10:00 da manhã com um copo de café muito quente na mão (admito que já fiz muito isso. Ok, ainda faço...). Os raios do sol misturam-se com a cafeína fazendo ferver minhas concatenações acerca do vazio transbordante da minha vida. A música que sai dos fones de ouvidos transporta-me para outras dimensões fazendo com que a paisagem que percorro tenha nova perspectiva. Tudo fica, como o diz o jargão, conforme a música. Esqueço-me de tudo para de você lembrar. Elucubrações enormes povoam minha mente. Imagino o mundo como uma não negação da vida em sua plenitude mais crassa, mais pura, mais rústica, a vida em si mesmada. As Filosofias não fazem parte da holística do meu cérebro. Filosofias...Filosofias são como as notas musicais que saem dos "ear phones", são efêmeras e estão sempre se perpetuando através do espaço-tempo newtoniano das nossas percepções, portanto não estão fincadas na minha mente. O que realmente preciso, aliás, precisava, era de uma situação de cumplicidade que refizesse meu caminho, algo como o café, capaz de fazer tudo dançar conforme melodias, capaz de acender novamente as enzimas espirituais, capaz de mostrar a vida como o primeiro raio de sol do dia (piegas, mas verdadeiro). Continue sendo minha música, minha companheira nessa caminhada não usual que é a minha vida regada a café e raios de sol.

Sometimes I Feel...

Bem, tempo de mais um remix. Desta vez é o do single Living On My Own da carreira solo do Freddie Mercury. Música com melodia pra cima, mas com uma letra melancólica, com apologia à solidão. Nesta presente edição por mim produzida, fiz uma mescla de duas outras versões tendo como resultado algo bem dançante com "batidas" fortes e com realce na voz. Bem, o link está aí em cima pra quem se interessar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sem querer entrar nos meandros da vivência terrena da humanidade, queria falar sobre algo que nos aflige a todo o momento: a aflição. Bravo!!! Aplausos são bem-vindos!

Deixando a ironia de lado, venho dizer que não falarei nada da aflição! O intuito é mais complicado, falar do ser humano enquanto algo racional, inteligente. É salutar fazer observações sobre a atualidade da racionalidade humana. Stephen Hawking em seu “Uma Breve História do Tempo” põe em xeque o que chamamos de inteligência quando questiona se somos realmente seres dotados dessa faculdade mental. Ele faz a seguinte indagação: Se o homem é um ser inteligente, qual o porquê de construir armas nucleares capazes de destruir toda a raça humana? Alguém se habilita a responder?

Pois bem, o Agente Smith (olha que grande referência!!!) na colcha de retalhos política-literária-científica-filosófica chamada Matrix também faz uma observação pertinente a respeito da nossa raça, a saber: Para ele, não somos sequer mamíferos, pois mamíferos chegam em determinados locais (habitat) e se adaptam de acordo com as condições oferecidas, e os homens, pelo contrário, adaptam o local às suas necessidades (muitas delas inventadas e falsas) até destruí-los. Grande Smith!

Então, o que somos? Somos criação de Deus, não é? Por falar nisso, Deus realmente é meu ídolo (sem ironia, juro por Deus), pois não existe algo com mais senso de humor. Como? Ele nos proporciona tudo para vivermos e desfrutarmos de coisas maravilhosas, coisas naturais, coisas espirituais.

E o senso de humor? Ele “escreveu” um livro perfeito e simplesmente jogou traças dentro (traças que não pouparam nem Seu Filho). Se fosse comigo...Deus está espalhado! Deus é muito mais do que pintam. Deus está em oposição à nossa racionalidade, somos por demais pequenos diante Dele e tentar explicá-lo é reduzi-lo à nossa inteligência. Resta-nos contemplação! Sejamos inteligentes, sejamos racionais, mas não nos esqueçamos do nosso Escritor. É Ele que dá as regras. É Ele que equaciona o mundo. Não O esqueçamos, mas, por favor, não O reduzamos à nossa mente. Deixemo-nO fluir, pois Ele sabe o que faz. Panta rei, como dizia Heráclito!!!




Love Changes Everything





Será que o amor realmente muda tudo? Fiz esse remix despretensioso a um bom tempo atrás, mas só agora pude vivenciar a mensagem da música.

sábado, 13 de dezembro de 2008

A Vida de Brian, um exercício de humor sem limites.

A Vida de Brian
(Life of Brian, 1979)


» Direção: Terry Jones
» Roteiro: Graham Chapman, John Cleese
» Gênero: Comédia
» Origem: Reino Unido
» Duração: 94 minutos
» Tipo: Longa

Uma das profissões que não levo muito a sério é a de crítico(a) de artes, sejam elas música, cinema, artes plásticas, literatura...entre outras que existem e que existirão. A razão disso é fácil de explicar: ora, quando você escuta uma música, não chega a analisar os tons, as notas, os timbres do intérprete, a harmonia etc. Você escuta uma música para deleitar-se em um canto bem quieto, para dançar, para cantar bem alto ou bem baixinho no ouvido da pessoa amada. O mesmo acontece com o cinema.

O que vemos são análises de filmes que beiram o ridículo, pois falam das obras como coisas frias e científicas que não têm a simples intenção de divertir por alguns minutos (e também ganhar dinheiro, não é?). O "povão" cinéfilo vai ao cinema ou aluga um DVD com a idéia de diversão e não para analisar a performance do ator, a fotografia ou algo do gênero. O que se quer é um conjunto que leve o espectador a dar boas risadas, chorar, tremer de medo e refletir sobre determinado assunto, não importando se a piada é repetida, se é clichê dramalhão, se o susto é previsível e se o pensamento é ultrapassado.

Qual o porquê de toda essa lenga-lenga? É que a partir desse momento vou fazer uma crítica cinematográfica (kkkkkkkkkkkk). Contraditório, não? Não é não! Se observarem os comentários passados sobre músicas, verão que os mesmo são escritos com "paixão" e não são recheados de frases que tentam ser parciais, como algo calculista.

O filme em questão é o "A Vida de Brian", do grupo já citado por mim anteriormente, Monty Python. Tento fazer este esboço de análise por tratar-se da melhor obra de cinema de cuja platéia já tive o prazer de fazer parte.

O longa é de 1979 e trata de um personagem que passa a vida sendo confundido com o Messias desde o nascimento, pois nasceu em manjedoura ao lado da que Jesus Cristo nos brindou com sua gênese. Só por aí já dá pra ver o “nonsense” das situações do porvir do filme.

Pessoas com um senso religioso ortodoxo não serão complacentes com o filme, pois o mesmo satiriza as diversas situações do tempo de Cristo, e tais sátiras são realmente corrosivas e fazem pensar de forma bem humorada e sarcástica. O roteiro é algo magistral, com diálogos que nos fazem rir sem forçar a barra e gags visuais surrealistas e até anárquicas.

A narrativa segue uma linha paralela à caminhada de Cristo aqui na terra, onde o Brian vive com sua mãe (interpretado por ninguém menos que Terry Jones, o diretor) em suas andanças sempre esbarrando com o Filho de Deus, que, no máximo, aparece bem de longe como num Sermão da Montanha espetacular em que as pessoas posicionadas na base do local não escutavam perfeitamente o que o Salvador dizia e faziam as interpretações mais absurdas, sem tirar a briga que é gerada por uma discussão boba, é de rachar de rir.

Outro ponto que merece ser citado é uma cena que trata de um apedrejamento de um ancião que falou o nome Jeová em vão. Em tais apedrejamentos era proibida a presença de mulheres e o que se vê na cena são somente mulheres com barbas falsas compradas no mercado para essa finalidade, sendo que pedras também eram vendidas e as mais pontiagudas eram mais caras. Brian e sua mãe acabam por comprar uma sacola. Sem comentários...

Neste momento, quero me reportar ao ponto mais alto do filme, ou seja, a cena em que um Pilatos de língua presa (um Michael Palin em forma e hilário) está no seu palácio e os guardas levam o Brian até sua presença. A partir daí, o que acontece é um turbilhão de situações em relação à língua presa do Pôncio, onde os guardas fazem que o entendam e seguram até não poder mais quando o mesmo cita o nome de um amigo seu, o "Biggus Dickus" (pra quem entende um pouquinho de inglês, entende o trocadilho). Todos explodem na risada, inclusive este que vos escreve. O filme culmina em uma cena de crucificação absurda, cena na qual um dos crucificados (o genial Eric Idlle) fala do lado bom da vida e da morte através de uma música que fica presa na nossa mente por semanas, a "The Bright Side Of Life". É algo fenomenal. Comédia em sua mais pura e nobre definição!!!

Para terminar, tenho que dizer que esse não é um filme para todas as pessoas, pois muitos torcem o nariz por não estarem familiarizados com o tipo de humor praticado pelos "Monty". Portanto, recomendo procurar algo sobre o grupo na internet, como vídeos no YouTube (existem até vídeos legendados, como o que deixei em post anterior), para depois entrar na vida do Brian, sem trocadilhos (ou não?). Ni!!!!!

Revisão gramatical, contextual e amorosa por Lídia Coelho

Alguns links sobre o grupo:

http://br.youtube.com/watch?v=ppK6sxz6epk

http://br.youtube.com/watch?v=AZgQinsClLQ



Baby You`re Really Something...



É comum observarmos no meio musical a modalidade dueto de interpretação de canções. São inesgotáveis os exemplos e muito são geniais e até surreais (quem não se lembra da Natalie Cole cantando com seu já falecido pai?).


Pois bem, são inúmeros, porém, neste momento, vou me ater a um dueto praticamente desconhecido que é o da música Hold On, interpretada por Jo Dare e por Freddie Mercury. Tal música é trilha sonora do filme alemão chamado Zabou (confesso que nunca vi o filme).

A letra é de Mercury e a música do Mack (colaborador musical do Queen). A composição trata de relacionamentos, principalmente os de amizade, e nos passa uma energia em cada nota dos instrumentos e das vozes soberbas dos intérpretes.

Freddie, não precisamos comentar, mas a Jo Dare (a "gatinha" do clipe Living On My Own) merece menção honrosa, pois ela dá um tom espetacular à música, fazendo com que a melodia flua com retidão de compassos sem deixar cair na mesmice, e quando sua voz é misturada à do eterno vocalista do Queen, o que temos é um magnânimo exercício musical que eleva nossos ouvidos à condição de recipientes divinos e que são bombardeados com algo extremamente agradável. A parte instrumental, não obstante não ser uma coisa fora do comum, faz sua parte integrando a obra também com maestria.

Certo, o que nos resta agora é deixarmos aqui a letra e um link para a música (o som não está com qualidade ótima, mas dá pra ouvir) e, a meu ver, é uma obra que vale a pena a dedicação de mínimos minutos de audição.

Revisão gramatical, contextual e amorosa por Lídia Coelho

Hold On
Freddie Mercury and Jo Dare, 1986. Lyrics written by Freddie Mercury. Music written by Mack. Original Version 3:37 Produced by Freddie Mercury and Mack. Originally in the film 'Zabou'. Available in the Freddie Mercury - Solo 10CD/2DVD Boxed Set or on a German 7" Recorded at Musicland Studios, Munich
Lyrics: (Lyrics in Black are sung by Freddie and Jo; Lyrics in Red are sung by Freddie; Lyrics in Blue are sung by Jo)

Hold on
Shake hands Don't let's fight,
yeah
Let's be friends

(Hold on)
we were having fun together
(Shake hands)
instead well I find that you are gone
(Don't let's fight)
I just wanted to have a free hand
(Let's be friends)

(Hold on)
you know I tried to be a good girl
(Shake hands)
then I went and let you down


(Don't let's fight)
I can search, should have been the one to play around
(I'm so bad)
so bad (so bad) so bad (so bad)

Baby you're really something
You're really something to me
You've got a flame in my heart
We ain't never gonna part
Hey baby, you're something to me

Baby you're really something You're really something to me
You've got a flame in my heart
We ain't never gonna part
Hey baby,
hey baby, you're something to me

Baby you're really something You're really something to me You've got a flame in my heart We ain't never gonna part Hey baby, you're something to me

Baby you're really something, oh yeah
You're really something to me
You've got a flame in my heart
We ain't never gonna part
Hey baby, baby, hey baby, baby

Baby you're really something,
wow
You're really something to me You've got a flame in my heart We ain't never gonna part
Wo baby, wo baby, yeah

Oooh, yeah, you're really something to me, yeah
You've got a flame in my heart
We ain't never gonna part
Hey baby, you're something to me

Baby you're really, really something
Oh yeah,
yeah, oh yeah
Oooooh

Link para a música:

http://www.4shared.com/file/75832962/bf7869d8/Freddie_Mercury__Jo_Dare_-_Hold_On.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Nada do que foi...

Como esboço de análise, gostaria de falar sobre o nada. O que é o nada? Se o nada é nada, como ele é? O verbo ser denota existência e o nada, não existência. É análogo a perguntar o que existia antes do tempo, já que “antes” já significa idéia de tempo. Então pra que ficar perdendo tempo com o nada? Simples, com tempo livre o nada se faz constante. Acham que escrevi besteira? Se sim, imagine Sartre que escreveu O Ser e o Nada, um calhamaço de mais de novecentas páginas...

Horas Vagabundas



Para quem não me conhece direito, informo que sou "dublê" de Dj nas horas vagas assim como faço as vezes de editor musical. Pois bem, aos poucos vou liberando alguns dos meus remixes para quem quiser avaliá-los. Abraços.

Maravilha


What A Wonderful World
Louis Armstrong

Composição: Bob Thiele / George David Weiss / Robert Thiele Jr.

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies so blue and clouds so white
The bright blessed day, the dark say goodnight
And I think to myself, what a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"

I hear babies cry, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world

Yes, I think to myself, what a wonderful world

Viram a letra dessa música? Em minha reles opinião,reles, mas minha opinião, esta é a melhor música já feita pelo fato de expressar em sua densa simplicidade o quanto complicado somos ao não percebermos que são nas coisas mais "ordinárias" possíveis é que encondem-se os momentos felizes, como um aceno de mão, um arco-íris, um choro de um bebê. A interpretação do Louis é soberba e nos passa tranquilidade paradoxalmente à sua voz rouca e incisiva. É um deleite para os ouvidos e altamente recomendável para apaziguarmos os conflitos mentais, as tempestades neurais, os corações apertados, as saudades, os amores.
ESCUTE


Em tempo: Woody Allen quer filmar a vida do Louis, estamos na torcida!


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Monty Python


Monty Python, grande Monty Pyhton. Para quem não conhece esse foi um grupo britânico de humor que revolucionou o modo de fazer rir com piadas inteligentes com foco no diálogo e com impagáveis cenas de humor visual e até físico. Iniciaram na televisão inglesa com o Flying Circus, programa com quadros (sketchs) sobre os mais variados temas que iam do nazismo a entrevistas de emprego. Depois passaram para o cinema e criaram obras-primas da comédia como O Cálice Sagrado e A Vida de Brian, sobre este último irei falar em outra oportunidade, pois é o meu filme predileto. Pois bem, deixo aqui, para deleite de alguns, um vídeo da trupe que sintetiza o que disse nessa breve explanação.
video

End Of The Days...


É desconcertante a maneira como a vida torna-se sem sentido ao ponto de não querermos levá-la a diante. É um processo irreversível, ou seja, a vida simplesmente esvai-se. Tudo já foi falado, tudo já foi feito e o que vemos hodiernamente não passa de repetição de um ciclo (vicioso ou não) de ambigüidades esdrúxulas do que chamamos de natureza humana. Ah, a natureza humana! Esse apanhado de conceitos e atos que são criados e preenchem o que chamamos de vida entre o nascimento e a morte. Viver não passa de uma tentativa de darmos um sentido ao vácuo que fica entre nascer e morrer. Nasce-se, morre-se e o que fica no meio, esquece-se. Não quero com isso dizer que sou dono da razão, pois não posso ser dono de algo que não existe. Filosófico não? Odeio a Filosofia, odeio tudo o que diga respeito a este câncer da mente humana. Odeio Sócrates!!! Ontem fui Sócrates, hoje sou você. Evolui. Evolui ao nível mais baixo, evolui ao nível infantil, pois crianças são cópias perfeitas das imperfeições que os adultos tentam esconder sem sucesso. Espere! Se eu disse que fui Sócrates e o próprio disse (disse mesmo?) que Filósofos devem ser como as crianças e eu declarei que evolui para a infância, será que sou Filósofo? Ah não! Mais um motivo para desligar-me da vida. Tenho total controle da minha existência, não preciso da existência dos outros seres humanos para me completar. Ter necessidade de estar perto de outros é uma das principais características da insanidade de mentes fracas como a do mais imbecil animal dito irracional à do mais genial, isto é, ter necessidade do outro é sinal de incompletude e fraqueza e não existe maior fraqueza do que aquilo que todos chamam de amor. Vive-se e morre-se amor. Ha ha ha! Desculpe o sarcasmo! Mas é inevitável o riso. Amor, amor, amor. Tanto cantado, tanto propalado, tanto odiado... Chegaram até a fazer poesia em nome do amor, logo poesia, que é o que mais chega perto da real natureza humana. Pois bem, vou me desplugar, não tenho mais nada o que fazer aqui. Despeço-me com um sentimento de pena para com os que ficam e cuidado, pois amor demais o matará...

Visão Humana...


Ao observar o semblante de uma pessoa que ainda não nasceu, fica fácil perceber que nada realmente importa sob o ponto de vista óbvio de um prisma comportamental de esdrúxula capacidade de exploração que é a mente humana, ou seja, a limitação que possuímos ao tentar escalar as montanhas agudas dos seres ditos humanos nos deixa a ver navios quando o que realmente queremos é entender os processos internos desses seres. Uma pessoa pode estar viva e ainda não ter nascido se entendermos que nascimento nada mais é do que o despertar reflexivo sobre si mesmo. Lançar um olhar realmente reflexivo sobre si mesmo pode ser magnífico, mas o que podemos descobrir tem grandes chances de ser aterrador. Podemos ver como somos repugnantes e fadados ao descaso com os outros e que o que nos impulsiona a permanecer vivos é uma coisa que, por mais que digam que sim, ainda não encontraram. Dizem que é o amor, como amor, se temos a tendência de sempre magoar os outros? Dizem que é Deus, como Deus se (segundo dizem) Ele nos deu o livre arbítrio e nós o usamos para magoar uns aos outros? O nosso núcleo possui programação sistemática para não gostar de mais ninguém a não ser nós mesmos. Pode ser uma visão pessimista e até com um tom apocalíptico da humanidade, porém aceitar tais condições é prazeroso quando damos início à revisão de nossos atos pretéritos. Damos início a um entendimento mais leve aos nossos próprios atos e, consequentemente, aos dos outros e, antes que digam, sim, já disseram isto na Atenas antiga...Certo, a história de Sócrates e Oráculo de Delfos... Sócrates! Sempre ele...Bem se não há como fugir, melhor aceitá-lo!. Agora, voltando ao assunto (sem nem ter saído), a sensação de aceitar o que você fez como uma coisa intrínseca à sua essência (o que é essência?) se não é confortante, é, pelo menos, de cunho apaziguador com a sua consciência. E o sentimento dos outros? Os outros já têm seus próprios demônios internos e quando perceberem que o que você fez a eles não passa de uma ínfima parcela do que realmente deveriam se preocupar e que talvez poderiam ter feito o mesmo ou até pior com você ou com outros, então o que você fez vai virando uma simples lembrança ruim que pode ficar guardada para um momento de vingança, o que somente corrobora com o que foi dito até aqui. Aceitar que fazemos parte de um organismo que funciona como uma ciranda de atos e fatos (que são atos, só que com um “f” na frente) que no final das contas, computando-se todos os resultados, o resultado seria zero, isto é, o que acontece entre o nascimento e a morte não passa de um simples jogo às vezes de bom gosto. Quando do momento da morte, fica a sensação de tempo perdido, uma gama de coisas sem sentido. Então qual o porquê de permanecer vivo? Este é o grande erro dos suicidas, pensam que só por causa da vida não possuir sentido deveriam acabar com as suas respectivas. Ora ora, a vida só é boa por que simplesmente é desprovida de sentido, somos bombardeados com situações novas, pessoas novas e até novas lembranças a todo momento, o problema é que alguns têm uma certa dificuldade de atentar para isso.

You take my breath away...



PERCEPÇÃO

A capacidade que nós temos de não perceber o que é mais perceptível possível é o que nos faz humanos. Não perceber o que nos faz bem é nossa característica mais patente e às vezes quando percebemos o tempo esvaiu-se. Querer você não é algo comum.

Ter você é a manifestação empírica do bem-estar.

Percebo você mesmo que você não me perceba, farejo você como um animal algoz em busca de uma presa nada fácil.

Você é a cafeína que invade e desperta meus neurônios para o renascer de desejos impronunciáveis fora da esfera do sentir sem sentido.

O acaso no mais alto grau de sua sapiência me proporcionou conhecê-la, se eu soubesse onde o mesmo morasse, iria pessoalmente agradecê-lo por esse acontecimento.

Recolho-me à minha reles insignificância quando estou ao seu lado ainda mais quando seu cheiro me paralisa causando um caos de sentimentos em uma mente quase infantil que é a minha. Sinto-me como um menino após ganhar seu primeiro beijo, incapaz de perceber o que acontece ao seu redor por simples falta vontade de fazê-lo, pois nada mais importa.

Sei que talvez eu não tenha o arcabouço de características necessárias para lhe conquistar, porém é mister ressaltar que cada beijo seu que tive o privilégio de ganhar, conseguiu fazer estremecer cada célula do meu corpo fazendo com que o torpor causado me fez perceber cada vez mais, pois, sim, eu te percebo, mesmo que você não me perceba...

Marcone

Para Lídia, amor inexplicável...


A Sua Não-Poesia

Vertentes, a vida possui vertentes

Vivificante é te possuir

Minha vertente é você

Na aurora do meu desejo

Está sua tonalidade

Está o seu ser

Seu ser que invadiu o meu

Sem pedir, sorrateiramente

A ebriedade que sua presença

Causa em minha mente chega

A ser desconcertante

Meus pensamentos mais levianos

São despertos ao sentir o seu suor

Incontroláveis! Pensamentos incontroláveis

Ao sentir sua respiração junto à minha

Abstenho-me de tentar ser racional

Tente-me, continue me tentando

Seja a minha constante tentação

Pois só assim esta sua não-poesia

Faz total sentido

Querer-te é minha vertente.

Marcone

Na (minha) Primeira Pessoa - Epifania de Alguém como Você


Estava Escutando Paul quando o primeiro verso da música me disse “when you were young and your heart was an open book...” Senti-me tentado a discordar do eminente Sir, pois nem na minha mais terna juventude o meu coração foi um livro aberto, o mais perto que alguém já chegou foi no prefácio. Qual o porquê do modo de ser não permitir uma maior abertura? Não conseguia achar essa resposta em local algum até que, como no episódio da privada da epifania de Scrubs, uma luz veio sobre mim: mas está tão claro, eu sou a pior pessoa que pode existir para alguém se relacionar em todos os sentidos e níveis. Tive a certeza quando ao chegar do trabalho e o meu cachorro me abraçou, olhei nos seus olhos bem de perto e percebi o tanto que ele é um ser superior a mim por ter me abraçado somente pela alegria de me ver e eu, ah, e eu não consigo fazer nem isso. Living on my own, me diz Freddie. Vivo em mim mesmo, parece que o que está à minha volta não me toca, talvez seja uma ultra-mega-super maneira de me proteger, mas isso não é desculpa, eu nasci com a específica finalidade de magoar as pessoas! Admitir isso me fez pensar que como deve ser difícil me aturar. Quero ficar sozinho, pois só assim não seria mais um estorvo na vida ninguém como já devo ter sido (e sou). Ninguém é obrigado a me suportar e admiro muito as pessoas que o fizeram e o fazem de maneira corajosa. Cruzar comigo na linha da vida é um grande castigo para qualquer pessoa. Certo, mas por qual motivo não falo isso com ninguém? Simples, o meu livro só tem uma edição e esta não está ao alcance de ninguém. Triste não? Triste, mas verdadeiro. Não falo com ninguém sobre isso e preferi por no papel, como uma espécie de desabafo, mesmo que tardio e infrutífero. Lauper está me dizendo no momento em que escrevo que ama uma pessoa por ver suas cores verdadeiras (música bonita não?). Seria bom se todos pudessem ver minhas verdadeiras cores, pois assim conseguiriam afastar-se a tempo de cometer o maior erro de suas vidas: tentar ter algum contato comigo. Talvez ser um ermitão urbano seja uma solução razoável. Opa, será que já não o sou? Um caso a se pensar. Acho que já descobri por qual motivo eu gosto tanto de Seinfeld, me identifico bastante com o personagem título que não dá a mínima para os sentimentos dos outros e esbanja ironia pelos poros possuindo uma ética duvidosa e uma auto-suficiência incrível. “I Have No Heart, I`m Cold Inside...”, me diz Freddie com melancolia, parece que sou eu dizendo. Se a teoria que nos incita em acreditar que existem vidas passadas estiver certa, eu devo ter sido um bobo da corte desempregado que não trazia alegria para a vida de ninguém. Bem, “I Am What I Am” (Gay não? Ei, dei uma risada agora...), portanto não vou procurar mudar minha maneira de agir, pois será em vão e a máscara logo cairá, prefiro continuar a existir como algo imperceptível e sem valor no meio da multidão que me cerca. Escrevi isto para lembrar a mim mesmo quem sou, e se, talvez, isto estivesse em um papel de boa qualidade, queria que fosse enterrado comigo para quando o Diabo fosse me recepcionar, eu mostraria para ele e tentaria convencê-lo de que escrever na primeira pessoa, às vezes (só às vezes mesmo) é bom...

Escrito, infelizmente, por mim...

The First One.


Dedicarei este espaço ao espaço que há em minha mente.